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  • Thaisa Batista

Vaginismo, um grande vilão do prazer feminino


O vaginismo além de ser um grande vilão do prazer sexual com penetração, também ainda é um grande tabu. Muitas mulheres sentem vergonha em conversar com suas amigas e até mesmo para os profissionais de saúde relatando que sentem dor na relação sexual. Infelizmente muitas são as que falam para os profissionais de saúde e escutam um "isso é normal, com o tempo você se acostuma" ou "toma um vinho que passa", mas eu te digo como profissional que há 9 anos ajuda no tratamento de mulheres com vaginismo que:


- Não é normal sentir dor na relação sexual;

- Você não irá se acostumar e tem grandes chances de ter uma piora;

- Tomar um vinho não vai fazer passar.


Você deve agora estar se perguntando "e agora, o que fazer?" Primeiro de tudo é entender o que de fato é o vaginismo. O vaginismo é um distúrbio nos nossos músculos do assoalho pélvico (músculos íntimos) onde eles vão ter contrações involuntárias (sem a sua vontade) e/ou contrações persistentes. Nas mulheres com vaginismo, ao examinarmos os músculos do assoalho pélvico, nós encontramos uma tensão além do normal nessa musculatura. Isso faz com que as mulheres vagínicas sintam dificuldade/incomodo/dor e até mesmo não consigam:


- Introduzir o dedo e/ou um absorvente intimo no canal vaginal;

- Realizar exames ginecológicos;

- Ter a relação sexual com penetração.


E por que isso acontece? Antigamente o vaginismo era muito associado a mulheres que passaram pelo abuso sexual, porém cada vez mais vemos que esse distúrbio tem causas mais amplas do que imaginávamos. Um trauma psicoemocional, educação extremamente rigorosa, crenças religiosas, um trauma local como uma queda onde se machucou a região dos músculos íntimos, cirurgias, pós-parto, radioterapia para tratamento de algum câncer pélvico, alterações hormonais, falta de educação sexual, conceito negativo sobre a sexualidade, problemas no afetivos...


Se você se identificou com tudo isso que falei, tenha calma porque o vaginismo tem tratamento e tem cura! Graças a Fisioterapia Pélvica. Como falei mais acima a primeira coisa é saber o que é, a segunda coisa é procurar uma fisioterapeuta pélvica (como eu) para avaliar e saber se de fato você tem vaginismo e a terceira coisa é iniciar o seu tratamento. Nós contamos com várias técnicas para promover o relaxamento adequado dessa musculatura e fazer com que a mulher vagínica aprenda a comandar os seus músculos íntimos.


Você ja sabia de todas essas informações? Gostou? Tem mais alguma duvida? Fala comigo.


Drª Thaisa Pereira

Fisioterapeuta Pélvica

Sexóloga em formação


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